|
Maria, Mãe de Deus: Verdade de Fé A mais antiga devoção encontrada na tradição cristã, tanto do Ocidente e quanto do Oriente, é o culto à Maria, a Mãe do Verbo Encarnado. Desde o princípio foi reconhecida como a "Teotoklos", palavra grega que significa "Mãe de Deus", único motivo da sua celebração. Os fieis sempre veneraram Maria, por compreenderem que através de sua maternidade Deus iniciou o grande Mistério de Redenção da humanidade tão pecadora.
Coube exclusivamente à virgem Maria, acreditar e dizer "sim" aos desígnios do Senhor. E o fez com total obediência ao assumir a missão que lhe foi confiada e anunciada pelo Anjo. Maria abrigou no próprio ventre Aquele que só Ela sabia ser o Filho unigênito de Deus, que lhe foi concebido pelo poder do Espírito Santo. A Virgem Mãe se tornou o primeiro membro da Igreja de Cristo, a primeira discípula a aceitar Jesus como o Cristo Redentor, o único Caminho que conduz ao Reino do Pai. È verdade, então, dizer que no divino Mistério, Maria só existe em função de Jesus: sem o Filho, não existe a Mãe. De tal modo, mesmo sendo pouco citada, Maria faz parte do Mistério da Salvação. A Mãe de Deus não pode ser excluída do Evangelho, pois este se tornaria apenas uma ideologia proposta pela razão humana. Não aceitar Maria é não aceitar Jesus, nosso Salvador. Maria, ao se tornar a Mãe de Deus se fez sacrário vivo da Santa Eucaristia, o primeiro de toda a cristandade. É por extremo respeito ao seu exemplar amor filial e de mãe que Nossa Senhora sempre recebeu e receberá as honras da devoção dos cristãos, por ser a "mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio" (Mt 2,13-23) e, "a mulher cuja função, materna se dilatou, vindo a assumir, no Calvário, dimensões universais" (Papa Paulo VI) A Igreja, sempre muito cautelosa, só confirmou esta primeira festa mariana, em 431 no Concílio de Éfeso, quando proclamou Maria como "Teotoklos", Mãe de Deus. Este é o primeiro dogma mariano. Dogma é uma verdade da fé que a Igreja reconhece e que, portanto, não pode jamais ser negada. Por isso, ao longo dos séculos, houve apenas alteração na data de sua celebração. Na última revisão do seu calendário litúrgico a Igreja de Roma substituiu a antiga festa da Circuncisão do Senhor, celebrada oito dias após o Natal de Jesus, pela festa de Maria, a Santíssima Mãe de Deus. Fonte: www.santissimavirgemaria.com.br |