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São Pedro e São Paulo - Paracambi/RJ | quinta, 09 de setembro de 2010
 
 
 
O pacote de biscoito PDF Imprimir E-mail
Autoria de Amanda Gomes Magalhaes   
segunda, 19 de julho de 2010

O pacote de biscoito

Uma jovem estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.
Como deveria esperar várias horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo.
Comprou, também, um pacote de biscoitos. Sentou-se numa poltrona, na sala Vip do aeroporto, para poder descansar e ler em paz. Ao lado da poltrona onde estava o saco de biscoitos sentou-se um homem, que abriu uma revista e começou a ler.

Quando ela pegou no primeiro biscoito, o homem também tirou um. Sentiu-se indignada,
mas não disse nada. Apenas pensou:
- Que absurdo! Se pudesse dava-lhe um soco no olho, para que ele nunca mais se esquecesse deste atrevimento!

A cada biscoito que ela pegava o homem também tirava um. Aquilo foi deixando-a cada vez mais indignada, mas não conseguia reagir. Quando restava apenas um biscoito, ela pensou:
- Ah... O que vai esse sujeito vai fazer agora?"

Então, o homem dividiu o último biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah! Aquilo era demais! Ela não se agüentava de raiva! Então, pegou o livro e o restante de suas coisas e saiu furiosa, dirigindo-se para a porta de embarque.

Quando se sentou confortavelmente numa poltrona, já no interior do avião, olhou para dentro da bolsa para tirar os óculos. Para sua grande surpresa, viu intacto o pacote de biscoitos que tinha comprado! Sentiu uma imensa vergonha! Percebeu que quem estava errada era ela... Tinha se esquecido que havia guardado os biscoitos na sua bolsa. O homem havia dividido os biscoitos dele com ela, sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado. Entretanto ela tinha ficado muito transtornada, sem razão.

E já não havia ocasião para se explicar... Nem pedir desculpas!

Uma coisa é certa, quando nos falta o bom senso do julgamento e das palavras, o desastre
é uma constante em nossas vidas. Conheço pessoas que falam tudo que pensam se dizem aliviadas com tal atitude, porém depois de observarem a confusão que armam se dizem vítimas do destino. É preciso estar atento para não sermos vítimas da própria língua.

 

Última Atualização ( segunda, 19 de julho de 2010 )
 
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